Um pouco da trajetória de um guerreiro Maiquel Falcão morador de rua para sucesso


Um pouco da trajetória de um guerreiro Maiquel Falcão morador de rua para sucesso .



Depois de morar por cinco anos na Rússia, Maiquel Falcão, 37 anos, está de volta a Pelotas. Segue a luta para se manter em alto nível competitivo e, para isso, necessita de apoio. Seu principal cartão de apresentação é o cartel de 55 lutas como profissional, com 40 vitórias e 15 derrotas. Maiquel chegou a integrar a equipe do UFC – principal organização de artes marciais mistas (conhecida também por MMA).

A volta para Pelotas é a forma de reencontrar às raízes de sua história e também ficar perto de seus três filhos. Neste retorno, Maiquel Falcão se deparara com tradicional falta de apoio aos desportistas. “Não tem como trabalhar (em outra atividade) e manter a rotina de treinos, de até 10 horas diárias, para competir em alto nível”, afirma o lutador. Seus apoiadores são os restaurantes Vila Real e Bohrer, que asseguram a alimentação. E também a academia Kito Almeida, do Bairro Dunas, que lhe ajuda na moradia e possibilita os treinos na modalidade de boxe.

HISTÓRIA – A história de Maiquel Falcão é feita de superação. Na infância foi “menino de rua”. O medo o conduziu ao esporte. Diante do risco de ser recolhido à Febem (atualmente o Case – Centro de Atendimento Socioeducativo), o adolescente aceitou ingressar no Programa Novo Amanhecer do 9º BIMTz (Batalhão de Infantaria Motorizado), que era coordenado pelo Capitão Guerra.

O programa tinha um turno de atividades no 9º BIMTz e outro de práticas esportivas. Maiquel treinava no Ringue Clube Minuano – academia de Edson Campos, o Samarone. Sua primeira luta foi por acaso. “Eu trabalhava numa empresa, que montava ringues e também como segurança na noite. Fui montar ringue em Piratini e não tinha mais ônibus para retornar para Pelotas. O organizador do evento me ofereceu o valor que receberia para trabalhar de segurança para que eu lutasse. Fique, lutei e venci. Mas tive que enfrentar o medo que tinha de lutar”, conta.

Superado o medo de subir no ringue para lutar, Maiquel Falcão se tornou imbatível no boxe, com 31 lutas e apenas duas derrotas. Era o momento de alçar voos mais altos. Fez um curso em Curitiba – inclusive, treinando com Anderson Silva. Depois seguiu para o Rio de Janeiro, onde se especializou em luta de solo. A sequência de vitórias no Brasil abriu as portas para ingressar no cenário de competições internacionais. Foi então contratado pelo UFC.

JUSTIÇA – No auge de sua carreira em 2010, Maiquel Falcão teve problemas com a Justiça por conta de uma acusação por lesão corporal. A condenação custou caro na carreira do lutador, que foi excluído do UFC. Depois, por três anos, lutou na Bellator. Atualmente não tem contrato com nenhuma organização, mas participa de eventos promovidos por quatro entidades: SFT (norte-americana), TKO (Canadá), KSW (Polônia) e Fight Night (Rússia).

O esporte permitiu que Maiquel Falcão morasse cinco anos nos Estados Unidos, outros cinco na Rússia, e já lutasse em 30 países. São muitas histórias para contar – algumas de apuros, especialmente em função da intolerância religiosa. Maiquel se denomina cristão (quando está no Brasil frequenta as igrejas Batista e Assembleia de Deus) e, por seguir Jesus Cristo, já se meteu em enrascada perigosas em países mulçumanos liderados por radicais religiosos.

A história de Maiquel Falcão não acaba aqui. “Pretendo lutar com alto rendimento até os 45 anos. O que peço é o apoio para continuar representando Pelotas pelo mundo afora. Para isso preciso de patrocínio”, afirma. Recentemente, ele lutou, com vitória, na República Tcheca e teve uma polêmica derrota por pontos em evento realizado em São Paulo
     

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