Rita Benneditto no show Tecnomacumba - O público pediu e a artista volta ao Teatro Rival Refit com seu bem-sucedido show, apresentado há 17 anos. A nova data é dia 24 de janeiro, às 20h

Rita Benneditto no show Tecnomacumba - O público pediu e a artista volta ao Teatro Rival Refit com seu bem-sucedido show, apresentado há 17 anos. A nova data é dia 24 de janeiro, às 20h

O público pediu e a artista volta ao Teatro Rival Refit com seu bem-sucedido show, apresentado há 17 anos. A nova data é dia 24 de janeiro, às 20h
O ano de 2003 representa um marco na vida de Rita Benneditto. Na ocasião, a cantora maranhense, cujo timbre é um dos mais expressivos da nossa música, estreava um show no qual jogava luz sobre aspectos da nossa ancestralidade – e que muito dizem da nossa identidade enquanto Cultura e Nação. O show era o Tecnomacumba e o nome não poderia ser mais apropriado. No repertório, pontos e rezas ligados às religiões de matrizes africanas mesclados a temas da MPB, de autores como Gilberto Gil e Jorge Ben, em que entidades-símbolos da nossa fé são louvados/evocados. Tudo isso apresentado com arranjos modernos, em roupagem eletrônica, que saía então dos clubes e ganhava de vez as pistas mundo afora. E a iniciativa rendeu frutos: 1) são três os registros, um de estúdio e dois ao vivo, sendo um deles em DVD); 2) foi longe (até em Dakar, no Senegal, o show já foi visto); 3) rendeu prêmios como o Rival Petrobras (show) e o da Música Brasileira (melhor cantora). Por uma coisa a artista não esperava: que o show seria apresentado durante 17 anos. E, em 2020, não dá sinais de esmorecer. Tanto que, a pedido do público, a cantora volta ao Teatro Rivaldia 24 de janeiro, para mais uma apresentação.
Com o show, Rita provou que o elo que une nossa música à eletrônica tem como alicerce o bater do tambor. Dos tambores, melhor dizendo, cujos ecos reverberam para além dos terreiros, passando pelas patuscadas e rodas de samba (de roda) que animam os Fundos de Quintal (em maiúsculas e com trocadilho) de aqui, no Recôncavo ou nos rincões do Brasil. Acontece que um show é também um organismo vivo. E pulsa.   Ao longo desse tempo, não se manteve estático. Não em se tratando de Rita Benneditto. O show amadureceu – assim como sua intérprete – e possibilitou a ela experimentar, ousar e, por que não?, reinventar-se.
E as transformações são em muitos aspectos. O mais nítido deles talvez seja o repertório, que foi dando lugar a temas e canções como “De mina” (Josias Sobrinho), “Mamãe Oxum" (Domínio Público) e, a mais recente delas, “7Marias”, composição da própria Rita em parceria com Felipe Pinaud e lançada em 2018, quando o show completou 15 anos. Hoje o videoclipe "7Marias" está prestes a ultrapassar a marca de 1 milhão de visualizações.
Outra das transformações pelas quais o show passou é em relação à sonoridade. A banda Cavaleiros de Aruanda, que acompanha a artista desde a estreia do projeto, conta agora com os músicos Fred Ferreira (guitarras e vocais), Junior Crispim (percussão e vocais), Fabinho Ferreira (baixo e vocais) e Ronaldo Silva (bateria, programação e vocais).
A longevidade desse bem-sucedido projeto pode ser explicada a partir da junção de alguns fatores cruciais. O primeiro deles talvez seja a perseverança. Da artista, dos músicos e da equipe por ele responsável. Perseverança que ganhou da crítica a acolhida necessária para seguir adiante. E que encontrou no contato com o público a guarida para ir além. Muitos são os espectadores que já perderam a conta das vezes que assistiram ao show. E entre os fãs do projeto estão grandes colegas da cena e de ofício. Gente como Maria Bethânia (que participou do CD ao vivo e do DVD), Alcione, Ney Matogrosso, Leci Brandão, Sandra de Sá, Margareth Menezes e companheiros de geração como Daúde, Mart’ nália, Marcos Suzano, Davi Moraes e, claro, Zeca Baleiro, coprodutor (ao lado de Mario Manga) do CD de estreia da artista, lançado em 1997.
Entre os colegas ilustres que reconhecem o talento da artista está o cantor e compositor Caetano Veloso. No texto escrito para o DVD do show, o baiano não só destaca as qualidades vocais da intérprete como confirma sua fama de visionário ao prenunciar: “Este disco tem um futuro intrigante e pode vir a dizer mais do que parece agora”. Caetano tinha (e tem) razão. O projeto não só disse como diz ainda muito sobre um país que não pode ser perdido, apagado. Ainda mais (e sobretudo) no Brasil de agora.
Rita Benneditto – Biografia
Rita nasceu em São Benedito do Rio Preto, Maranhão. A origem pautou a escolha do novo nome artístico. Projetada como Rita Ribeiro, a artista decidiu adotar em 2012 o nome de Rita Benneditto para homenagear sua cidade natal e seu pai, Fausto Benedito Ribeiro.

Rita começou sua carreira em São Luís, aos 15 anos. Morou no Chile em 1986 e lá estudou canto erudito. Na volta ao Brasil, no ano seguinte, ganhou o prêmio de melhor intérprete e o segundo lugar no FUMP (Festival Universitário de Música Popular), de Minas Gerais.

Ao lado de Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Zeca Baleiro e Chico César, apresentou-se na noite brasileira do Festival de Jazz de Montreux, na Suíça.

Em 2000, participou do Festival Todos os Cantos do Mundo, dividindo o palco com Lokua Kanza, considerado um dos grandes expoentes da música pop africana. No mesmo ano, após Rita ter lançado seu segundo disco na Europa, fez uma turnê internacional nas principais cidades americanas e canadenses para platéias de 15 mil pessoas.

Em 2001, foi indicada ao Grammy Awards 43rd, na categoria de melhor álbum de pop-rock pelo CD “Pérolas aos povos”.

Sua popularidade aumentou ainda mais  com o inovador Tecnomacumba. Resultado de uma intervenção cultural, o show virou um fenômeno independente da mídia. Através desse projeto, Rita ganhou o Prêmio Rival Petrobras de Música na categoria Melhor Show e o 21º Prêmio da Música Brasileira como Melhor Cantora – Categoria Canção Popular.

Tecnomacumba – a tempo e ao vivo, gravado no Vivo Rio e lançado em CD e DVD, contou com a participação especial de Maria Bethânia, texto de apresentação de Caetano Veloso e depoimentos de Alcione, Ney Matogrosso, Ângela Leal e Jean Wyllys.

Tecnomacumba – 15 anos de festa e fé. Esse foi o título da apresentação que marcou, ao longo de 2018, os 15 anos do projeto. No mesmo ano, ela lançou também o single e o clipe da música “7Marias”, composição de Rita Benneditto e Felipe Pinaud. O vídeo está prestes a ultrapassar a marca de 1 milhão de visualizações.

Em 2017, ao lado de Donatinho, Fred Ferreira e Ronaldo Silva, a artista realizou a pré-estreia de Zabumba Beat, espetáculo que reverencia os tambores do Brasil. No mesmo ano, Rita dividiu a cena com Jussara Silveira no show “Som e fúria”  e retomou sua face de intérprete intimista com o show “Rita Benneditto convida Jaime Alem”, no qual as interpretações da cantora aparecem emolduradas pelos instrumentos de cordas do maestro, compositor e arranjador.

A cantora estreia, em 2020, seu novo show, “Samba de Benneditto”, no qual mostra seu olhar sobre o samba e os muitos estilos com que ele é executado em diferentes regiões do país. Ela lança também o single “Benneditto seja”, samba com forte influência de ritmos maranhenses. A faixa tem direção musical do maestro Luís Filipe de Lima.


SERVIÇO

Rita Benneditto no show Tecnomacumba

Banda Cavaleiros de Aruanda: 
Fred Ferreira (guitarras e vocais), Junior Crispim (percussão e vocais), Fabinho Ferreira (baixo e vocais) e Ronaldo Silva (bateria, programação e vocais)

Dia: 24 de janeiro (sexta-feira)

Horário: 20h (abertura para o público às 18h30m)

Local: Teatro Rival Refit (Rua Álvaro Alvim, 33, Cinelândia. Tels: 2240-4469 / 2262-4765)

Ingressos:
Mezanino: R$ 100 (inteira), R$ 80 (preço promocional para os 100 primeiros pagantes) e R$50 (meia)
Pista: R$ 80 (inteira), R$ 60 (preço promocional para os 100 primeiros pagantes) e R$ 40 (meia)

Os ingressos podem ser adquiridos também no site: http://bit.ly/RitaNoRival

Classificação: 18 anos


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