O Racismo e as Contradições do Sistema

   Por: JOÃO COSTA: https://jluciano442.blogspot.com/
 
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O que penso

  Como Jornalista, Colunista, Blogueiro e Comunicador, nunca me vi em uma situação de discriminação. Isto posto, não quer dizer, que eu nunca tenha sido discriminado. Sei que o preconceito existe. Contudo, em muitas vezes de maneira velada. Interessante falar sobre isso, pois já olharam para mim e sugeriram várias profissões, menos de desenvolver as atividades que desenvolvo. Detalhe, em vezes por brancos e em outros momentos por pretos. Se eu for analisar por cor... bom, somos seres humanos e assim, que sempre, tratei esta questão, inclusive quando estive na tribuna da Câmara Municipal do estado de São Paulo. Discursei após ter sido premiado com o troféu Ibero - Americano na categoria de Jornalista dos anos de 2019/2020. Discorri acerca da importância de que os ganhadores de troféus, dentre os quais eu, devemos dar voz a quem não tem voz. A época estavam presentes no evento, o Subprefeito de São Paulo:  Dr. Oziel Souza, o Jornalista e Apresentador da Rede Globo: Alexandre Henderson, um dos fundadores da banda "Cidade negra": Da Ghama e o Presidente do evento, o argentino: Sr. Hector Omar Salcedo, dentre tantos outros.  Antes de debater a discriminação precisamos nos vermos como seres humanos e não como seres com cor preta ou branca. Todas as vezes que me trataram com indiferença eu fiz diferente dando a cada um, aquilo que não recebia. Porque aprendi com a minha mãe-avó: Brasilina Maria de Jesus Costa, pessoa que criou-me e de quem herdei o sobrenome: Costa, que só oferecemos o que temos. Logo, quem tem amor dará amor e quem tem espinhos oferecerá espinhos. Assistam abaixo, por gentileza, a reportagem: "Entre a Lei e a Cor da Pele", no programa "Conexão Repórter" do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), apresentado pelo o jornalista: Roberto Cabrini.


  Racismo ou falta de humanidade?

 Penso que, estamos vivendo em um contexto de muita falta de humanidade. Um ser humano não pode ser medido pela cor de sua pele, nem muito menos, pelo seu credo religioso, opção sexual, por ser assim ou assado - simplesmente porque todos somos seres humanos. Vejo tantos contrassensos no sistema atual, quer seja na política, no judiciário, no legislativo e, até mesmo em emissoras de TV que veiculam algo e fazem outro. Sei que as emissoras de TV e de rádio passaram a adotar meios para que haja a inserção da diversidade. Mas tudo de modo muito insipiente. 

A importância de sermos empáticos

   Todavia, ao falar em diversidade já não estamos adentrando em um campo de distinção, que nos coloca distantes, desiguais e como seres diferentes que de certo modo precisa ser aceito? Por outro lado, vejo, negros ou pretos - como queiram classificar, dizendo em debates: "que povos negros não podem morrer"... caros (a) leitores! Os discursos em si, precisam ser revistos. Não pode existir povo A e povo B. Todos somos seres humanos e qualquer distinção é discriminação. Observo par e passo de cada discurso e fico analisando cada colocação. Percebo que a tônica dada a cada palavra ainda precisa mudar muito. Quando passarmos a nos classificarmos como seres humanos e a olharmos o nosso próximo como tal, teremos a meu ver, superado as barreiras postas pela discriminação. 

Emissoras de TV e Rádio 

  Nas TVs vejo que a temática sobre os pretos sendo discutidas por uma casta branca. Salvo raríssimas exceções. Muita coisa precisa mudar. Não podemos bradar em alta voz nas ruas somente quando morre um ser humano, como foi o caso do George Floyd, no último dia 25/05, que foi brutalmente assassinado por um policial americano. Enquanto a igualdade não chegar na mesa em forma de alimentação digna para todos, a educação não for fomentada para todos, os moradores dos guetos e favelas não forem tratados como tal jamais poderemos pararmos. Trata-se de uma busca que necessita ser obstinada. Gosto de analisar cada nuance, para exprimir a minha visão sobre os fatos e o que vejo são desigualdades e discriminação que se reverberam nos bastidores das emissoras, do poder público e de tantos outros segmentos sob o manto da hipocrisia. Outra coisa: a discriminação a um ser humano é um ranço histórico, e, portanto, que vem de séculos. Precisamos olhar para tudo. 

Da criação e a importância dos pais

  Mas o amor é inerente ao ser humano. A raiz de todos os males está na forma errônea de criação, no como os pais educam os seus filhos. Muitos foram e são criados para não pegar sequer na mão de quem é diferente! Daí pode ser negro, de religião deferente, obeso, LGBT, magro, índio, inclusive que não possuí a mesma opinião e a este dou o nome de radical. O radicalista não só excluí como também pode matar em muitos casos.

A importância de Luiz Gama 

   Outro fato a ser analisado é a importância de Luís Gonzaga Pinto da Gama, mais conhecido como: Luís Gama era preto, um rábula, ou seja: douto de conhecimentos jurídicos sem diploma, o que fez dele um grande postulador jurídico para a libertação de cativos a começar pela sua própria libertação. Luís Gama era autodidata e por conta de suas obras é reconhecido como um dos maiores romancistas brasileiros, mas sequer é lembrado. Deveria ser matéria nas escolas. Sem falar que foi o maior abolicionista da história brasileira. 

Conclusão

  Ao aduzir uma nova forma de pensar e agir somada a tudo que já vem sendo debatido proponho uma ampla reflexão. Desta feita, o debate precisa ser ventilado e muitas das ideias revistas.


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