BRANKA E “A FORÇA DA MULHER”

 

 

                           BRANKA E “A FORÇA DA MULHER”


 

Nestes tempos de pandemia, a violência doméstica contra a mulher tornou-se um perigo ainda maior, culminando com o aumento do número de casos de feminicídio. Mas há as “violências invisíveis”, como a psicológica, a moral, a sexual e a patrimonial. Atenta a essas questões, a cantora e compositora Branka lança seu novo single autoral – música e letra dela – mostrando que, antes de artista, é mulher... e mulher engajada nas questões femininas. Em seu novo trabalho, “Palavras sinceras”, que chega às plataformas digitais no dia 11 de setembro, Branka fala de relacionamento abusivo, sobretudo na decisão de dar um basta a esse tipo de situação.

Os versos de Branka escancaram o poder de decisão da mulher; a única pessoa que pode, realmente, mudar o rumo da própria vida:  “Mais mentiras não vão machucar o meu peito / Essa dor eu vou tirar, curar do meu jeito / Teu veneno não vai mais entrar, nem confundir/ ... / Me desculpe, mas eu vou cuidar de mim”.

Apesar de não estar vivendo nada parecido, o verso “eu vou cuidar de mim” tem muito a ver com a fase que Branka vem vivendo. Em quarentena, ela está mesmo muito mais voltada pra si mesma. “Estou num momento de grande autoconhecimento e maturidade. Uma fase em que, dia após dia, sinto a delicada sensação de que minha inspiração pra compor está mais aflorada", revela Branka.

Mas também vem sendo uma fase bem produtiva para Branka, que fez live em homenagem a Clara Nunes, revisitando o repertório da artista nascida em 12 de agosto de 1942; lançou singles de sucessos da cantora, como “Menino Deus” (Mauro Duarte / Paulo César Pinheiro) e “Feira de Mangaio” (Sivuca / Glória Gadelha); e vem dando continuidade à sua obra, gravando músicas próprias, caso de “Palavras sinceras”. "No momento, estou produzindo muitas composições no estúdio; colocando ideias que não tinha tempo de realizar e que agora, com a pandemia, estou colocando em dia. E fazendo lives pra matar a saudade dos palcos e do público.”

“... Desse jeito bandido eu não vou aceitar / Dê a chave de volta / Se você não se importa / Eu vou recomeçar...”

Recomeçar foi o que Branka fez quando ela saiu de Curitiba, onde havia iniciado a carreira como Karyme Hass, e foi para o Rio de Janeiro para cair nas rodas de samba, onde era chamada de “branquinha”. E foi assim que virou Branka, essa artista que agora vem com um som mais romântico, mas sem perder a força jamais. 

 

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