Denúncia De Uso Da ABIN Pelo Presidente Na Defesa Do Filho Configura Caso Gravíssimo

  Denúncia De Uso Da ABIN Pelo Presidente Na Defesa Do Filho Configura Caso Gravíssimo

Denúncia publicada pela revista Época é tão grave que alguns políticos e juristas estão chamando o caso de "Abingate", traçando um paralelo ao escândalo de Watergate


(Divulgação)

Após a acusação de que a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) atuou na defesa do senador Flávio Bolsonaro, a mando do presidente Jair Bolsonaro, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal afirmou, em nota, que a denúncia leva ao maior escândalo do país.

Publicado pela revista Época, o caso mostra que os relatórios atribuídos à Abin sugerem a substituição de postos da Receita Federal e a demissão de servidores. Foi da Receita Federal que saíram as informações a respeito de movimentação financeira suspeita, que levou ao inquérito das rachadinhas, que investiga o filho do presidente.

Um desvio de função da Abin, caso venha a ser comprovado, é tão grave que alguns políticos e juristas estão chamando o caso de "Abingate", traçando um paralelo ao escândalo de Watergate, que ocasionou a renúncia do presidente norte americano Richard Nixon, em 1974.

Pedidos de Impeachment

Hoje, mais de 50 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro estão parados na Câmara dos Deputados. Em entrevista recente ao jornal Valor Econômico, o presidente da casa Rodrigo Maia (DEM/RJ), disse que não se considera omisso ao não dar sequência a nenhum processo.  “Estamos com uma pandemia que voltou a crescer e essa deve ser nossa prioridade. Entendo parte da sociedade que está ficando com muita aflição e raiva do governo pela péssima condução da pandemia, mas o processo de impeachment é político e precisa ser tomado com muito cuidado para não tirar o foco da pandemia. Não considero omissão da minha parte”, afirmou.

PERFIL DA FONTE

Acacio Miranda da Silva Filho é Doutorando em Direito Constitucional pelo IDP/DF. Mestre em Direito Penal Internacional pela Universidade de Granada/Espanha. Cursou pós-graduação lato sensu em Processo Penal na Escola Paulista da Magistratura e em Direito Penal na Escola Superior do Ministério Público de São Paulo. É especialista em Teoria do Delito na Universidade de Salamanca/Espanha, em Direito Penal Econômico na Universidade de Coimbra/IBCCRIM e em Direito Penal Econômico na Universidade Castilha - La Mancha/Espanha. Tem extensão em Ciências Criminais, ministrada pela Escola Alemã de Ciências criminais da Universidade de Gottingen, e em Direito Penal pela Universidade Pompeu Fabra.

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