TEATRO 


''Festim em Tempos de Peste'' é o tema da #AulaEmCasa do Theatro Municipal do Rio de Janeiro


Quatro nomes da ópera nacional se reúnem, na próxima segunda, dia 22 de fevereiro, para ensinar como foi toda a concepção e a experiência da montagem de “Festim Em tempos de Peste”, na Campanha #AulaEmCasa. Com o patrocínio Ouro Vale e Petrobras, o diretor artístico e maestro titular do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Ira Levin, junto com o diretor cênico e professor da Escola de Música da UFRJ, André Heller-Lopes, a soprano Gabriella Pace e o barítono Vinícius Atique vão contar sobre a obra baseada em Pequenas Tragédias de Alexander Pushkin. Composta em 1900 pelo russo César Antonovich Cui, membro do famoso Grupo dos Cinco, a ópera faz referência a quatro personagens reunidos em um mórbido “banquete”, em meio a uma peste que assola o país; um “Festim durante a pandemia”. A apresentação, em um ato, tem duração aproximada de meia hora. A live começa às 14h, no Facebook do Theatro Municipal (Facebook.com/ theatro.municipal.3). Amplie o seu conhecimento assistindo a  #AulaEmCasa.

Foto: Meg Lopes


Sobre Ira Levin

Ira Levin é atualmente o diretor artístico e maestro titular do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ele foi o diretor artístico e musical do Theatro Municipal de São Paulo, bem como o principal maestro convidado do Teatro Colón em Buenos Aires, tornando-o o único maestro estrangeiro a ocupar posições de liderança em todas as maiores e mais importantes casas de ópera do Brasil e da Argentina. Conhecido internacionalmente pela grande versatilidade de suas atividades musicais, Ira járealizou mais de 1200 apresentações de 95 títulos de óperas e está igualmente à vontade em concertos, com um vasto repertório sinfônico. Trabalhou com muitos dos principais instrumentistas, compositores e diretores de palco e regeu em

importantes casas de ópera e orquestras em todo o mundo. Ira estudou com o lendário pianista Jorge Bolet no Instituto Curtis, mais tarde se tornando seu assistente. Também em Curtis, obteve orientações de Felix Galimir, Mischa Schneider e Mieczyslaw Horszowski, além de tocar para Leonard Bernstein. Trabalhou por dois anos com Max Rudolf, um dos principais professores de regência do século 20, até ser contratado por Michael Gielen em 1985 para a
Ópera de Frankfurt. Ira Levin ocupou cargos como maestro assistente na Ópera de Frankfurt (1985-88), maestro principal da Ópera de Bremen (1988-1996) e na Deutsche Oper am Rhein, Düsseldorf-Duisburg (1996-2002) e como maestro convidado principal da Kassel Opera (1994-1998). Foi Diretor de Música e Diretor Artístico do Theatro Municipal em São Paulo (2002-2005) e do Teatro Nacional do Brasil em Brasília (2007-2010), trazendo reconhecimento internacional a ambas as organizações.

Foto: Divulgação 


Sobre André Heller-Lopes

André Heller-Lopes, é um diretor cênico, divulgador da ópera e de novos talentos no Brasil.  Professor da UFRJ, PhD pelo Kings College London, André se especializou na Royal Opera House de Londres, na Ópera de São Francisco e no Metropolitan Opera de Nova York. Dirigiu óperas e concertos por todo o Brasil, oito no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Portugal, Estados Unidos, Áustria, Inglaterra, Polônia, Malásia, Alemanha, França, Argentina e Uruguai. Em 2013, a revista internacional “Opera”, do Reino Unido, dedicou um perfil de nove páginas ao seu trabalho. Dentre as produções que levaram sua assinatura encontram-se Salomé, Nabucco, A Valquiria, O Diário do Desaparecido, Savitri, Don Pasquale, Idomeneo (Theatro Municipal do Rio e CCBB-RJ), Die Walküre, Götterdämmerung, La Fille du Régiment, Falstaff, Samson et Dalila, Der Rosenkavalier, Adriana Lecouvreur e Andrea Chenier (Theatro Municipal de São Paulo, Teatro São Pedro e OSESP), Hansel e Gretel, Trouble in Tathiti, A Bela Adormecida e Nabucco (Lisboa); Tosca e Eugene Oneguin (Salzburgo); Manon Lescaut, Rigoletto, Jenufa e Don Pasquale (Buenos Aires;) Tristão e Isolda e Medea, em Manaus; Macbeth e Ariadne auf Naxos, em Montevidéu; Rigoletto e Lucia di Lammermoor (Belo Horizonte). No Rio de Janeiro, no Parque Lage, encenou ao ar livre e com entrada franca A Midsummer’s Night Dream – espetáculo patrocinado pelo prêmio internacional Britten 100 Award e pelo British Council – que acabou indicado para o Opera Awards de 2014, o “Oscar da ópera.

Foto: Heloísa Bortz


Sobre Gabriella Pace

Vencedora do Prêmio Carlos Gomes 2010, Pace já colaborou com maestros como Lorin Maazel, Pier, Giorgio Morandi, Isaac Karabtchevsky, Roberto Minczuk, Rodolfo Fischer, Luiz Fernando Malheiro e Fábio Mechetti. Das diversas personagens que já interpretou destacam-se Jenufa, Fiordiligi, Menina das Nuvens, IIia, Pamina, Tytania, Eurídice e Adina. Frequentou vários festivais de música de câmara no Brasil e na Europa ao lado de grandes músicos como os pianistas Bengt Forsberg, Gilberto Tinetti e David Kadouch. Gravou o CD “Ciclo Portinari e Outras Telas Sonoras” do compositor brasileiro João Guilherme Ripper e a “Canção do Amor” de Villa-Lobos junto à OFMG pelo selo Naxos. Próximos compromissos incluem o Festival Equinox em Copenhague, a estreia brasileira no papel- título da ópera “Kát’a Kabanová no Theatro São Pedro e Liù na ópera “Turandot” no TMSP. Gabriella iniciou os estudos com o pais, Héctor Pace, e foi aluna de Leilah Farah e Pier Miranda Ferraro. Atualmente aperfeiçoa-se com Sylvia Sass 


Foto: Rodrigo Atique 

Sobre Vinícius Atique

O barítono brasileiro Vinícius Atique vem se apresentando como solista em todo o país, tendo cantado, dentre outros papéis, Don Giovanni, Macello em La Bohème, Sharpless em Madama Butterfly, Escamillo em Carmen, Fìgaro em Il Barbiere di Siviglia, Arlecchino na ópera homônima de Busoni, Albert em Werther. Interpretou os “Des Knaben Wunderhorn” e os “Kindertotenlieder” de G. Mahler, e Carmina Burana de Orff com a Amazonas Philarmônica; o Messiah de G. F. Händel; Theresienmesse de J. Haydn; Weihnachtsoratorium, de J. S. Bach; Requiem, de W. A. Mozart; El Pessebre de Pablo Casals, dentre outras obras sinfônicas. Debutou em 2011 no Theatro Municipal de São Paulo, em L’enfant et les sortilèges de Maurice Ravel, interpretando o Relógio de Pêndulo e o Gato, sucesso de público e considerado pela crítica como o melhor espetáculo do ano. Em novembro do mesmo ano deu vida a Pantalon na estréia carioca de L’amour des Trois Oranges no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, considerado pelo jornal O Globo como um dos dez melhores concertos de 2011. Encerrou a programação do Theatro Municipal de São Paulo, interpretando o Evangelista na Cantata de Natal de Ernani Aguiar, obtendo sucesso da crítica especializada. Na Temporada 2012, interpretou Riccardo em I Puritani, no Festival Amazonas de Ópera, e foi Marcello em La Bohème pela Cia. de Ópera Curta, tendo cantado o papel mais de 40 vezes. Em dezembro do mesmo ano, interpretou Albert na nova produção da ópera Werther de Jules Massenet, no Theatro São Pedro. Na Temporada 2013, cantou a estreia brasileira de A Midsummer Night’s Dream, de Benjamin Britten no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a estreia brasileira da emblemática Sinfonia, de Luciano Berio, no Teatro Amazonas. Encerrou a temporada da Orquestra Sinfônica Heliópolis interpretando Raphael e Adão na Criação de Haydn na Sala São Paulo. Em 2014, estreou, como Sharpless, na nova produção da Cia. de Ópera Curta no Theatro São Pedro e em 2015 estreou como Fígaro no Barbeiro de Sevilha de G. Rossini e como Gabriel von Eisenstein no Morcego de J. Strauss sob a batuta de Roberto Minczuk. Na temporada de 2016, cantou Silvio em I Pagliacci e Don Giovanni na ópera homônima de Mozart. Em 2017, cantou, em Jenufa, de Janácek, o papel de Starek na estreia brasileira da versão Brno, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em maio estrelou a produção de Winterreise no Theatro Municipal de São Paulo com direção de Ismael Ivo e em agosto foi Arlecchino na ópera homônima de Busoni, sob a batuta de Ira Levin. Na temporada de 2018, cantou Trouble in Tahiti, de Bernstein, na Sala Minas Gerais, Kat’a Kabanová, de Janácek no Theatro São Pedro e realizou seu début internacional interpretando Marcello, em La Bohème, de Puccini, no Teatro Colón, em Buenos Aires. Encerrou a temporada de ópera do Theatro Municipal de São Paulo, cantando Ping na nova produção de Turandot. No ano de 2019 cantou O Caso Makropolus, no Theatro São Pedro, Os Contos de Hoffmann, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, além de concertos vários pelo país. Em 2020 interpretou Alfio na Cavalleria Rusticana de Pietro Mascagni, junto à Orquestra GRU Sinfônica. Atualmente aluno da mítica mezzo-soprano norte-americana Dolora Zajick, foi agraciado com bolsa de estudos pela USP para estudar na Université de Montréal com o barítono Mark Pedrotti. Estudou também com Carmo Barbosa.

 

Serviço:

Campanha #AulaEmCasa apresenta “Festim em Tempos de Peste

Data: 22 de fevereiro – segunda-feira

Live/ aula on-line às 14h

Facebook @theatro.municipal.3

Patrocínio Ouro @valenobrasil e @petrobras

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