Dores e doenças físicas podem estar associadas às questões emocionais

   Dores e doenças físicas podem estar associadas às questões emocionais 

Psiquiatra explica como as emoções podem influenciar no funcionamento do nosso organismo, principalmente em tempos de pandemia

(Divulgação)

Uma pesquisa divulgada recentemente pela (ABP) Associação Brasileira de Psiquiatria foi constatado que 89% dos 400 profissionais entrevistados diagnosticaram seus pacientes com quadros de doenças psicossomáticas nos últimos meses. Incertezas em meio à pandemia da Covid-19, o estresse no trabalho, a mudança para o home office, os problemas pessoais e até mesmo as tarefas familiares em casa afetam a saúde física e emocional do ser humano. Uma tristeza que não vai embora, por exemplo, pode ocasionar dores nas costas, joelhos e até dermatites.  

O médico psiquiatra, Bruno Brandão, explica que as doenças psicossomáticas são aquelas causadas por problemas emocionais que afetam tanto a saúde física da pessoa, como a mental. “Elas representam uma ligação direta entre a nossa mente e o corpo físico. É comum o paciente chegar ao consultório médico se queixando de dores e desconfortos pelo corpo. Mas, após o diagnóstico dos exames é possível perceber que o problema é psíquico,ou seja, quando está ligada aos sentimentos e à mente da pessoa. Nesta ocasião é provável que ela esteja com alguma doença psicossomática”. 

Outro ponto importante destacado pelo especialista é o fato das doenças psiquiátricas já existentes afetarem a saúde física do indivíduo. “A ansiedade e a depressão facilitam na somatização dos sintomas dessas doenças e podem causar e/ou agravar uma doença física”, comentou o médico.

Não hesite em pedir ajuda!

O psiquiatra chama a nossa atenção para a importância de cuidar da mente, pois o bem-estar dela interfere como um todo no organismo. “Procure relaxar, ter momentos de lazer, mesmo que em casa. Não deixe os problemas do trabalho afetarem sua vida pessoal e vice-versa. De certa forma, a saúde mental tem ganhado destaque na vida da gente, contudo, nem sempre uma tristeza profunda indica alguma doença. É preciso avaliar e procurar entender de fato cada situação”, orienta. 

Ele acrescenta que caso a tristeza e o estresse sejam constantes procure ajuda de um especialista. “Não deixe para depois, se os sentimentos ruins são parte da sua rotina, você precisa de ajuda, pois quanto mais intensos forem, maior a chance de ocasionar dores e doenças, como, infarto, por exemplo. Para qualquer sinal de alerta, não hesite em pedir ajuda. Entre em contato com um profissional médico imediatamente”, alertou Brandão. 

Fonte: Bruno Brandão, médico na área de psiquiatria. Formado em medicina pela Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh). Possui título de especialista em psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP. Especialização em dependência química pela unidade de álcool e drogas pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP. É sócio fundador da associação brasileira de neuropsiquiatria. Atualmente atende em consultório próprio em BH. (@brunopsiquiatra)

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